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METODOLOGIA DO ESCORE PRECEPTOR

Escore Preceptor: fórmula, fontes e limites

55 especialidades, com a fórmula original

Edição de ampliação de 04/11/2026 · 31 especialidades de acesso direto e 24 com pré-requisito.

O Escore Preceptor reúne dados públicos sobre os cenários institucionais associados à residência médica. Esta edição tem 2.972 entradas, em 746 registros hospitalares ou institucionais, e 2.831 notas: 1.626 notas históricas preservadas e 1.205 novas. As 1.723 entradas e os 615 registros hospitalares da edição anterior continuam no catálogo, com as notas e contas originais intactas.

Há 141 entradas sem nota: 97 já estavam nessa situação e 44 novas aguardam comprovação suficiente do vínculo entre o programa e o cenário físico. Elas permanecem visíveis. A cobertura corresponde ao conjunto apurado; não é um censo nacional certificado de todos os programas ou de suas redes de prática.

A nota não certifica qualidade do ensino, preceptoria ou experiência do residente. Estrutura cadastrada, produção SUS e seleção não medem diretamente supervisão, aprendizagem ou resultados da formação.

Medicina Legal e Perícia Médica e Medicina Preventiva e Social estão sem critérios específicos ativos nesta edição. Suas notas resultam apenas do bloco universal. Em Medicina Legal há um único cenário com nota 100; isso não demonstra excelência ou superioridade nacional.

Há especialidades com poucos cenários e campos sem variação. A regra original pode atribuir o máximo a um campo em que todos os valores observados são zero. Esses casos recebem aviso nas listas e devem ser considerados ao interpretar a nota.

Como a nota é calculada

Cada entrada tem um bloco universal, U, de até 100 pontos nominais, e um bloco específico da especialidade, E, de até 40 pontos nominais. A mesma fórmula 0.2 foi mantida:

Nota = 100 × (0,60 × U obtido + E obtido) ÷ (0,60 × U máximo ativo + E máximo ativo)

O máximo ativo considera somente os critérios que entram na nota. Critérios fora da edição saem do numerador e do denominador; não são contados como um resultado observado igual a zero. A nota final segue o arredondamento inteiro do motor original.

Composição nominal do bloco universal
BlocoMáximoO que reúne
Ensino e acreditação22Hospital de Ensino MS/MEC (11), acreditação ONA ou JCI (7) e vínculo universitário formal (4).
Porte18Leitos de internação (7), indicador histórico de leitos de UTI (5) e habilitações de alta complexidade SUS (6).
Casuística18Internações administrativas SUS da instituição, em 12 meses.
Ensino e pesquisa17Pós-graduação CAPES (7), áreas de atuação e R+ (4), idade do programa (3) e satisfação dos residentes (3).
Condições do residente12Complemento de bolsa (7), benefícios declarados (3) e transparência do processo (2).
Preferência revelada13Corte relativo na própria seleção (9) e ocupação de vagas (4).

Os 40 perfis adicionados têm critérios específicos próprios, totalizando 40 pontos nominais por especialidade. As matrizes de competências da CNRM fundamentam a pertinência dos temas. A escolha dos indicadores e de seus pesos é editorial do Sobreaviso; não corresponde a uma pontuação normativa, certificação ou validação educacional da CNRM.

P10, P25 e P90

Nos campos contínuos, os valores disponíveis da mesma especialidade definem os percentis de referência. Entre P10 e P90, a escala é linear: o campo recebe seu máximo multiplicado por (valor − P10) ÷ (P90 − P10), limitado entre zero e um. Valores abaixo de P10 ficam no piso; acima de P90, no teto.

P25 é aplicado ao valor bruto do campo quando a ausência estrutural está documentada e o critério prevê essa regra. O valor imputado passa depois pela mesma transformação P10–P90. Não é P25 da nota final e não significa automaticamente receber 25% dos pontos.

Em categorias, vale a regra específica do motor original, frequentemente 25% do máximo. Há exceções preservadas: por exemplo, a categoria CBR fora_poucos recebe 9 de 25 pontos; a ocupação sem vagas publicadas recebe 1 de 4, nas condições previstas. Cada conta identifica o critério, a causa, os pontos e o asterisco de imputação.

Se P90 for igual ou inferior a P10, o ramo original concede o máximo quando o valor é igual ou superior a P90; caso contrário, concede zero. Por isso, quando todos os valores observados de um campo são zero, o zero pode receber o máximo. A fórmula foi conservada e essa limitação foi sinalizada, sem reordenar instituições manualmente.

O que acontece quando falta um dado

Situações distintas na conta
SituaçãoTratamento
Ausência estrutural comprovadaAplica P25 ou a regra categórica específica, somente nos critérios previstos, com asterisco e causa identificada.
Zero registrado na fonteMantém o valor zero e o identifica como observado; não o substitui por um dado ausente. A pontuação segue a escala, inclusive o caso sem variação descrito acima.
Dado não coletado para a entradaSem causa estrutural documentada, segue a regra individual original, em geral zero pontos, identificado como dado não coletado.
Critério fora da ediçãoQuando não há observação válida no conjunto ou há exclusão específica prevista, o critério não entra na nota nem no máximo ativo.

Ausência de hospital, cadastro incompleto, ausência comprovada de atendimento SUS, seleção própria e vagas não publicadas são avaliadas apenas onde o critério admite essas causas. Um vínculo institucional ainda incerto não vira automaticamente ausência estrutural nem recebe P25. A falta de dado também não retira uma entrada do catálogo.

Notas preservadas e posições ampliadas

As 1.626 notas antigas e suas contas foram conservadas. Nas inclusões das 15 especialidades originais, os percentis de referência e os critérios ativos da edição histórica ficaram congelados. As 40 especialidades novas têm referências próprias e usam as mesmas regras de cálculo e ausência.

A entrada de novos cenários pode mudar a posição relativa, mesmo quando a nota antiga não muda. As listas mostram as posições e os denominadores do conjunto ampliado de cada especialidade. Empates de nota compartilham a posição. Filtrar um estado ou buscar um hospital não recalcula a nota nem os percentis de referência. Os percentis e textos presentes nas contas históricas continuam identificados com sua edição original.

A faixa apresentada indica sensibilidade à variação dos pesos de um bloco por vez, de acordo com o motor original. Não é intervalo de confiança ou margem de erro estatística. Especialidades com perfis e máximos ativos diferentes não devem ser usadas como uma escala comum de qualidade.

Como interpretar as especialidades com menor cobertura

Medicina Legal e Perícia Médica, Medicina Esportiva e Medicina do Tráfego têm um único cenário com nota nesta edição. Uma posição 1 de 1 não compara instituições entre si. Angiologia e Medicina Preventiva e Social têm duas entradas com nota; outras especialidades também possuem conjuntos pequenos, identificados nas listas.

Em Medicina Legal e Perícia Médica e Medicina Preventiva e Social, o máximo específico ativo é 0 de 40 pontos nominais: os critérios específicos ficaram fora da edição por falta de observação válida. Isso não comprova ausência de formação específica. A indicação de dados disponíveis considera os critérios ativos e não representa cobertura completa do perfil nominal.

Além das coortes pequenas, os indicadores hospitalares representam apenas parte do contexto de especialidades como Medicina de Família e Comunidade, Legal, Preventiva, Tráfego e Esportiva. Os avisos acompanham a leitura das respectivas listas.

Fontes, períodos e unidade de comparação

Períodos desta ampliação
ConjuntoPeríodo e alcance
Notas históricas preservadasConservam valores, fontes e datas das contas originais, sem atualização numérica automática.
Cadastro institucional das novas contasCNES, competência setembro de 2026.
40 especialidades novasArquivos de produção SIA/SUS e SIH/SUS de processamento de agosto de 2025 a julho de 2026.
Inclusões nas 15 especialidades originaisSIH/SUS de setembro de 2025 a agosto de 2026, nas 25 UFs com arquivo de agosto listado e conferido. AC e RR não tinham arquivo listado para agosto; a ausência não foi convertida em zero.

O mês de processamento não é necessariamente o mês de realização. Nos seletores ambulatoriais, os códigos e o executor registrado são conferidos com a competência de realização disponível na fonte. Quantidade aprovada ou internação administrativa não equivale a pacientes únicos, total de prática clínica ou produção do residente.

Algumas observações de ensino, acreditação e CAPES foram conservadas do retrato histórico e estão identificadas como tal. Isso não equivale a nova conferência numérica nas fontes originais. A definição histórica do indicador chamado “leitos de UTI” inclui os códigos 95, de UCI-adulto, e 96, de suporte ventilatório; ela foi mantida e não deve ser interpretada como um total exclusivamente de leitos de UTI.

CNES, hospital, UBS, campus, mantenedora e programa de residência não são equivalentes. Um agregado pertence ao cenário institucional selecionado e não comprova acesso do residente ou abrangência de toda a rede. A ligação com uma mantenedora não basta para transferir a produção de seus diferentes estabelecimentos. Horas cadastrais representam vínculos declarados, sem equivaler automaticamente a pessoas únicas ou preceptores.

As contas mostram as fontes usadas em cada critério. Entre as referências primárias consultadas estão o cadastro de equipamentos CNES, o cadastro de equipes CNES e as matrizes oficiais da CNRM, incluindo Medicina de Família e Comunidade, Cardiologia, Medicina Legal e Perícia Médica e Medicina Preventiva e Social. Essas fontes não avalizam a nota do Sobreaviso.

Consultar critérios e cobertura

Consultar as listas do Escore Preceptor. Para verificar uma nota, abra seus critérios e confira valores, pontos, máximos ativos, fontes, datas e situações de ausência antes de comparar instituições.

Compare os cargos lado a lado